Onça-Pintada é símbolo de conservação da biodiversidade no Brasil.

14/06/2021

Por Marcus Vinicius

O Instituto Onça-Pintada (IOP) é uma ONG dedicada a conservação da espécie Panthera Onca através de pesquisa científica em seu bioma natural (Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal e Mata Atlântica), o que abrange uma grande variedade de espécies distribuídas ao longo desse território. A Onça-Pintada ou Jaguar (Onça-Preta), conhecida pela sua pelagem exuberante, é ameaçada pela ação do homem em retaliação ao prejuízo de animais domésticos - devido a conflitos fora das reservas destinadas a preservação da fauna silvestre.

Como representantes dessa causa, a organização explica que a tarefa de conservação da espécie não pode ser atribuída somente aos ambientalistas, esta tarefa incumbe a todos nós que coexistimos com a Onça-Pintada:

"Conservar a onça-pintada, vivendo em harmonia em seu ambiente natural, é uma tarefa árdua que implica no conhecimento sobre a espécie, as ameaças que ela sofre, sobre como podemos contribuir para solucionar os problemas que afetam a sua conservação, e principalmente a importância que ela exerce na qualidade de vida de todos nós. Esta tarefa não deve ser atribuída como uma obrigação apenas de ambientalistas, mas sim de todos os segmentos da sociedade."

Na posição de terceiro maior felino do mundo, este animal formidável pertence a espécie da família Felidae, sendo símbolo brasileiro da conservação da biodiversidade, conforme reconhecido pela portaria MMA nº 8, de 16 de outubro de 2018 que estabeleceu o Dia Nacional da Onça-Pintada.

Destaque Internacional.

Sua relevância no ecossistema ganhou destaque internacional, durante conferência da ONU em 2019, ficou estabelecido que a espécie ganharia um dia internacional a partir da constatação de sua importância como elemento indicador da saúde ambiental.

A agenda 2030 da ONU destacou, entre seus objetivos de desenvolvimento sustentável, a necessidade de se encontrar meios de conciliação entre a proteção ao meio ambiente e o apoio aos povos que coexistam pacificamente com as Onças-Pintadas e demais animais silvestres.

Projetos de Pesquisa.

O IOP salienta que para conservar uma espécie é necessário conhecer sobre seus hábitos, área de vida, suas demandas ecológicas e os fatores que ameaçam a sua conservação. O objetivo do instituto é desenvolver, através de pesquisa científica sobre a Onça-Pintada, e outras espécies animais, a consciência de seu valor para o Brasil e para o mundo, tendo como linha de pesquisa diferentes projetos relacionados a sua causa:

  • Mapeamento da ocorrência atual da onça-pintada no Brasil;
  • Localização e estimativa dos tamanhos das populações protegidas em cada bioma brasileiro;
  • Avaliação dos principais corredores de dispersão para a espécie entre as áreas protegidas;
  • Estudo da percepção humana sobre a onça-pintada no Brasil;
  • Programas de monitoramento em longo prazo das populações de onças-pintadas e suas presas naturais em vida livre;
  • Programas de manejo para solucionar os conflitos entre a onça-pintada e pecuaristas;
  • Programa Corredor de Biodiversidade do Rio Araguaia;
  • Conservação ex situ (Criadouro Científico - Instituto Onça-Pintada)
  • Certificado Onça-Pintada, entre outros.

Realização.

"A manutenção do Criadouro é realizada pelos biólogos Anah Jácomo, Leandro Silveira, e conta com a ajuda de voluntários e doação de pessoas que se identifiquem com a nossa causa e missão. Hoje o nosso criadouro abriga espécies ameaçadas de extinção, como a onça-pintada, o lobo guará, cervo do pantanal, harpia, macaco aranha, veado campeiro entre outras, e aquelas com pouca ou quase nenhuma informação, como a pacarana ou paca de rabo, cuja distribuição está restrita ao norte do Brasil.

(...) Os gastos do criadouro giram em torno de medicamentos, alimentação, manutenção/construção de recintos, transporte para a chegada de novos órfãos ao criadouro, manutenção de um biólogo entre outros. Todo recurso é aplicado integralmente na consecução de nossa missão."

Mais informações no website oficial:

  • https://www.jaguar.org.br