Ministro Paulo Guedes defende mais autonomia aos Estados e municípios.

02/06/2021

Por Marcus Vinicius

Inegável é que tecnicamente o Ministro Paulo Guedes (71) é uma figura emblemática contemplado por um currículo impecável, isto ninguém nega. Seus discursos de economia de mercado e ajustes fiscais são uma aula à parte - orientado por historicidade costuma brindar teorias muito aquém de Adam Smith. Pondera que a situação do Brasil é culpa dos ajustes que justamente faliram o Estado empresário, porém, a "mão de Deus" nunca criou ajustes. A verdade é que do lado de cá temos o jargão 'mão grande' e a corrupção nos noticiários diariamente. O assunto é tão difícil para quem não é economista que alguém deveria resgatar o programa humorístico Casseta & Planeta, só para eles interpretarem esse personagem (Paulo Guedes) pra gente.

O Ministro fala de descentralização na maioria de seus discursos e aponta que as bases do governo que compõem as esferas administrativas devem possuir maior autonomia justamente nos Estados e municípios. "Mais Brasil e menos Brasília", afirma com frequência o ministro, comparando a forma como foi criado os Estados Unidos da América, que teve o poder descentralizado, de dentro para fora; e o Brasil das capitanias hereditárias de poder concentrado em um regente. No entanto, não menciona que somos países colonizados com propósitos diferentes: uma de colonização e outra de exploração.

O fato é que a necessidade das políticas sociais evidenciada pela pandemia ganhou atenção durante a crise econômica, quando a disputa por recursos oriundos dos impostos fica ainda maior.

Em entrevista concedida ao programa Primo Rico, ele comenta algumas reformas de governo, entre elas a lógica reformista "(...) A geração que enfrenta uma guerra tem que ter coragem de pagar pela guerra, ela não pode empurrar o custo para frente". Na sequência não fica claro como o governo vai abalar essa estrutura criada com o atraso histórico das desigualdades sociais sem transpor os direitos deles (governantes) mas somente o nosso. (governados).