Filme brasileiro narra as consequências do isolamento social.

22/10/2020

Por Marcus Vinicius

Parece que com o isolamento todo mundo ou o mundo todo passou a pensar na própria existência, diante de uma crise existencial nos deparamos mais com o "eu no centro do universo", é como se passássemos a enxergar com outros olhos a nossa participação no mundo em que vivemos, talvez pelo tempo que passamos em casa. Lembrando o caso da menina ativista Greta Thunberg, que aos 16 anos trava uma batalha contra as mudanças climáticas, em seus discursos ela aponta veemente a maneira como gerenciamos nossos recursos ambientais face a economia mundial como conhecemos.

Já o Diretor de cinema brasileiro Vicentini Gomez (63) enxerga as faces de uma epidemia nefasta muito além da epidemia viral que se espalha na biosfera. Antes de tudo, o filme doutor hipóteses, uma alma perdida na pandemia, é uma obra feita por um ser humano, ele (Vicentini), interpreta um sujeito perturbado que se entrega a loucura do isolamento contrariando a natureza do próprio ser humano, sendo narrado em uma sucessão de cenas de contradição entre os personagens imaginários e o ator. São várias faces narradas pelo protagonista que vive em delírio enquanto interage com outros personagens fictícios que representam o seu psicológico conturbado e acostumado com a loucura nossa de cada dia.

Crise de personalidade.

O filme, cujo enredo não passa de alguns bonecos de pano e alguns trapos velhos, traz um interessante roteiro inspirado no texto "Os Malefícios do Tabaco" de Anton Tchekhov.

O personagem principal é o criador de uma clínica e passa a se relacionar com outros personagens imaginários entre um jogo de poder, amor, ódio e sedução. A ansiedade, considerada para alguns o 'mal do século', é repertório que compõe a obra. Com muito humor negro, a obra é narrada pelos personagens encarados em uma tragicomédia, onde rir é o melhor remédio. 

Quer saber mais sobre o filme?

Acompanhe o site oficial: