Covid-19. Estamos caminhando na direção correta?

Medidas de contenção contra vírus paralisam a economia do país e colocam em cheque setor produtivo. A medida adotada por governadores de Estado e seguida por prefeitos determinou a quarentena da população radicalizando o potencial da doença provocada pelo covid-19 embora estatisticamente outras enfermidades se mostraram muito mais devastadoras.

Como experienciado a "peste negra", como ficou conhecida a peste bubônica em meados do século XIV devastou a Europa, Ásia e Africa devido as limitações da medicina à época. Contudo, as autoridades não identificaram o agente causador considerando os recursos e as condições de prevenção como é o saneamento básico e infraestrutura das cidades antes que se alastrasse por vastos territórios.

Tal medida que é o confinamento e paralisação fosse necessário para se preservar a vida humana sobre os interesses econômicos as rodovias e estradas do país perderiam a sua utilidade principal que é a mobilidade se as mortes por acidentes de trânsito fossem consideradas um risco a todo momento diante das estatísticas de morte no trânsito.

Além do mais, por qual motivo o enfrentamento do risco do vírus influenza, o H1n1 não teve a tratativa do covid-19? Bom, aparentemente é uma questão de bom senso lembrar que, como diz o ditado: "saco vazio não para em pé", então a prioridade aqui é o interesse público mas alguém vai ter que pagar a conta.

Causa e efeito.

Enquanto o governo debate o assunto, milhões de brasileiros autônomos e dependentes da economia de mercado estão sem emprego e renda. Pois nestas circunstâncias os trabalhadores estatutários, os celetistas e os empresários possuem certa estabilidade ou, pelo menos, por algum prazo para manter suas dispensas cheias de alimentos e seus boletos de cobrança pagos.

O Senado deverá votar na segunda-feira, dia 30 de março de 2020, o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 600,00 a R$ 1.200,00 destinado a trabalhadores informais (sem carteira assinada), que não possuem nenhum tipo de assistência social e à população que desistiu de procurar emprego. A medida é uma forma de amparar as camadas mais vulneráveis à crise econômica causada pela disseminação do covid-19 no Brasil.